O Rotary, a ONU e “A PAZ E A COMPREENSÃO MUNDIAL”

Nossa Organização, para se manter viva e fazendo o bem, teve que alterar sua estrutura e visão de atuação com iniciativas destinadas a dar forma e transformando o processo de trabalho do voluntariado; assim, rompeu com o passado, deixou de lado alguns conceitos e experiências tradicionais como também criou novidades e soluções criativas para dotar o Rotary dos voluntários do futuro de que irá necessitar.

Deixamos de atuar de forma desmedida e focamos em seis áreas de ênfase, dentre elas a Paz e prevenção/resolução de conflitos.

Anualmente o Rotary e a ONU se reúnem para celebrar a visão de paz mundial que duas organizações compartilham, e destacam atividades humanitárias que elas estão liderando em todo o mundo; este é o Dia do Rotary na ONU, onde também as organizações homenageiam pessoas que fazem a diferença em suas comunidades, país e no mundo. Todo ano, cerca de 1.000 convidados participam da festividade.

Neste ano de 2017, o evento ocorreu em 11 de novembro no Palais des Nations, originalmente o lar da Liga das Nações e dedicou-se ao tema apresentado pelo presidente do Rotary, Ian H. S. Riseley: “Paz: fazer a diferença”.
“O avanço da compreensão internacional, a boa vontade e a paz sempre estiveram entre os principais objetivos do Rotary”, disse Ian Riseley. “Já está na hora de todos nós reconhecermos o potencial do serviço rotário para construir a paz e abordar esse serviço a pensar na paz”.

Pela primeira vez nos seus 13 anos de história, o Dia do Rotary na ONU foi realizado fora de Nova Iorque, onde tradicionalmente ocorre.

O dia do Rotary concluiu a Semana da Paz de Genebra, durante a qual John Hewko, secretário-geral do Rotary
International, observou os “laços estreitos e de longa data entre o Rotary e a ONU na procura mútua de paz e compreensão internacional”.

Os membros do Rotary “podem transformar um conceito como a paz em realidade através do serviço”, disse Ed Futa, reitor dos representantes do Rotary para as Nações Unidas. “A paz precisa ser vivida em vez de pregada”.

Durante um destaque no Dia do Rotary, Hewko apresentou as Pessoas em Ação do Rotary em 2017: Campeões da Paz. Ele os elogiou como “uma encarnação do alcance e impacto do trabalho da nossa organização”, e saudou-os por fornecerem “um guia para o que as sociedades mais pacíficas e resistentes se parecem”.

O Rotary homenageou seis rotarianos ou ex-bolsistas dos Centros Rotary pela Paz que fizeram um trabalho de destaque no campo da paz – profissionalmente ou como voluntários, os Campeões da Paz, foram eles:

1) Safina Rahman, associada do Rotary Club de Dhaka Mahanagar, Bangladesh — Rahman é uma importante defensora dos direitos das mulheres no local de trabalho. Como dona de uma fábrica de roupas, foi a primeira empresária de Bangladesh a oferecer plano de saúde e licença maternidade para suas funcionárias. Ela trabalhou com o Grupo Rotarianos em Ação pela Paz para organizar a primeira conferência internacional sobre o assunto no país. Criadora de normas para a Associação de Manufatureiros e Exportadores de Roupas de Bangladesh, ela
defende a segurança e os direitos dos funcionários, além de promover a educação de meninas e os direitos das mulheres.

Rahman fundou seis escolas, formadas em sua maioria por meninas (62% dos alunos são do sexo feminino), que oferecem  educação básica, treinamento profissionalizante e aulas sobre prevenção de conflitos, saúde e higiene.

2) Kiran Sirah, formando do Centro Rotary pela Paz da University of North Carolina at Chapel Hill, Estados Unidos — Sirah é presidente do International Storytelling Center no Tennessee, EUA, que usa histórias para promover a paz. A organização busca inspirar e capacitar pessoas de todos os lugares a contarem suas histórias, ouvirem relatos alheios e usarem essa abordagem para causar mudanças positivas. Kiran, filho de refugiados ugandenses, criou o guia “Telling Stories That Matter”, disponível gratuitamente a educadores, promotores da paz, estudantes, voluntários e empresários. Ele é usado em 18 países.

3) Alejandro Reyes Lozano, associado do Rotary Club de Bogotá Capital, Colômbia — Usando um Subsídio Global do
Rotary, Lozano está dando treinamento sobre paz, resolução de conflitos e mediação a 27 mulheres de seis países latinoamericanos para que possam contribuir a comunidades mais pacíficas. O projeto também criará uma rede internacional de promotoras da paz.

Lozano, que é advogado, foi indicado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, para integrar a equipe que
conseguiu avançar as negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O trabalho do grupo contribuiu para um acordo de paz que levou um conflito armado de 50 anos entre o governo e a FARC ao fim.

4) Ann Frisch, associada do Rotary Club de White Bear Lake, EUA — Frisch acredita que civis desarmados podem proteger pessoas em zonas de conflitos. Em 2015, ela colaborou com rotarianos da Tailândia na criação de um programa de treinamento pró-paz, chamado Southern Thailand Peace Process, em Bangcoc, Hat Yai e Pattani. O grupo reuniu autoridades das áreas de energia e irrigação, funcionários da Cruz Vermelha, um monge budista e uma freira católica numa região fronteiriça a fim de treinar civis para estabelecerem zonas de segurança (áreas em
que famílias, professores e oficiais locais não precisam cruzar com  forças militares diariamente).

Frisch, representante da ONU em Genebra, escreveu o primeiro manual sobre proteção civil sem armamentos, que foi endossado pelas Nações Unidas. Seu treinamento sobre o processo de construção da paz por civis é administrado pelo Instituto de Treinamento e Pesquisa da ONU, um departamento que treina todos os funcionários da  organização.

5) Jean Best, associada do Rotary Club de Kirkcudbright, Escócia — Best lidera um projeto que ensina técnicas de
resolução de conflitos a adolescentes para que eles possam criar iniciativas pró-paz em suas escolas e comunidades. A rotariana trabalhou com bolsistas da University of Bradford para desenvolver o currículo, e colaborou com associados de outros Rotary Clubs e bolsistas dos Centros Rotary para criar núcleos da paz na Austrália, Inglaterra, México, Escócia e Estados Unidos.

Ela se tornou Companheira Paul Harris devido à sua contribuição ao desenvolvimento de estratégias em prol da paz.

6) Taylor Stevenson, formanda do Centro Rotary pela Paz na International Christian University, Japão — Stevenson usou um Subsídio Global para melhorar as condições sanitárias dos catadores de lixo em Pune, na Índia. Coletivamente, tais trabalhadores coletam 20 toneladas de resíduos sanitários soltos por dia. Stevenson colaborou com a SWaCH, uma cooperativa de coleta de lixo, para criar a campanha “Red Dot”, que pede à população para embrulhar seus resíduos sanitários em jornal ou saco plástico e marcá-lo com um pontinho vermelho.

Isso ajuda os catadores de lixo a identificarem o lixo sanitário e lidarem com ele da forma apropriada. Stevenson desenvolveu todos os recursos visuais da campanha. Ela também conseguiu doações de bens e serviços, inclusive um espaço gratuito para dar treinamentos e a impressão de todos os materiais. Stevenson é embaixadora do Índice Global da Paz.

Assim, vemos que nas grandes organizações como a ONU ou no nosso Rotary, além das missões outorgadas, temos também que fazer o reconhecimento, pois este serve de estímulo aos que realizaram e aos que pretendem realizar, desta forma convido também a você a vir fazer a diferença em sua comunidade!

DEJARINO SANTOS FILHO
Governador 2013-2014
Coordenador Assistente da Fundação Rotária – Zona 22B
Distrito 4490
Rotary International